Cor na cozinha? Por que?
Opinião dos diretores do Comitê Brasileiro de Cores
Cor é Sabor na boca e na vida
A cor chegou às cozinhas. Bom para elas, que ganharam com isso personalidade. Melhor para nós, que poderemos curtir com mais intensidade um dos melhores locais de nossa casa.
A cor nos ambientes de alimentação é um dos fatores mais importantes para se criar um clima adequado e estimulante aos prazeres da mesa. Alguém conhece um restaurante todo branco?
Se um dia existiu, devia servir frango sem pele, arroz integral, espinafre, couve-flor no vapor, ou água mineral e todo tipo de culinária que é tão saudável quanto insossa. Cozinha com cor remete a leitão assado, moqueca capixaba, feijoada, carne seca desfiada, cerveja gelada e toda sorte de pratos que faz a vida muito mais feliz.
Cor é sabor. Bon apetit.
Ronaldo Gomes Ferreira Fº |
Sim para as cores
Cor veio para ficar, agora é hora de brincar com elas em novas misturas, clássicas, ousadas ou inusitadas.
Decorações beges sumiram por um tempo, afinal, ninguém sonha em bege. Cores estão em todos os lugares, em gamas e intensidades diferentes, o que corresponde a um desejo real de injetar dinamismo e felicidade na casa. São intimamente ligadas aos sentimentos, influenciam o humor, e ajudam a capturar a energia positiva ou negativa.
Tanto estimulantes como calmantes cada cor tem vida própria e traduz uma forte emoção. Não é à toa que existem as expressões verde de inveja, amarelo de fome, roxo de raiva ou vermelho de paixão.
O branco total, monocromático, não traz conforto. Ele é eterno e entra em qualquer composição, para iluminar, não para ser único.
Regina Strumpf |
Razão x Emoção
Nos dias de hoje nada daquilo que escolhemos para consumir baseia-se apenas em fatores racionais.
Ao invés de simples conforto, buscamos conforto emocional.
A cada novo produto buscamos exclusividade, diferenciação, personalização.
Para suprir estas necessidades cada vez mais subjetivas de consumo, projetos de design e arquitetura perseguem soluções de cunho multisensorial, com foco na experimentação de novas sensações de conforto, bem estar e prazer.
A cor, com seu grande poder de simbologia e comunicação é parte fundamental deste processo.
Baba Vacaro
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Ausência de cor.
Presença do nada.
Vendedores são sábios. Certa feita um deles garantiu-me que cliente tipo “molhado” só compra geladeira branca.
É aquele que entra na loja com a mulher, filhos, sogra, papagaio e fala “só vimolhá”, evitando qualquer contribuição do vendedor por medo de custar mais caro ou talvez pior, por medo de sonhar em algo mais gratificante para sua própria vida.Outro dia flagrei um cliente do tipo “chuvoso”, examinando um catálogo de tintas. Quando o vendedor tentou ajudá-lo, grunhiu: “dechovê...”.
Curioso e quieto, esperei a decisão. Depois de longos 15 minutos, ele olha firme para o vendedor e solta “vou levar da branca mesmo... me vê 3 latas”. Branco é a decisão do tanto faz, é a cor do medo. “Colorindo a Cozinha” induz à pôr mais brilho em pelo menos uma ou duas horas do dia-a-dia das pessoas. Viva a cor!
Paulo Lacerda
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Cozinha
A sala de estar órfã da criatividade
Os principais encontros do dia-a-dia da família acontecem na cozinha. É a fronteira da rotina da vida lá fora com o paraíso da casa, onde nascem os objetivos, via de regra, em deliciosos e frugais bate-papos. É a cozinha lugar das fofocas, conquistas e mesmo de bombas reveladas. Incrível que nessas quatro paredes há séculos reside um foro adequado para temas de A a Z. Do desejo de boa sorte ao quebra-pau. Por que será?
Dizem que lá, até o mal é suportável porque é de lá mesmo que sempre vem a gratificação:
- o saciar da fome, que talvez seja a coisa mais basal da vida.
Não importa o tema ou a sua gravidade, já que um bom bife, ou a pasta da mamma ou mesmo um simples café passado na hora, acabam resolvendo quase tudo. Inclusive a roupa suja, que assim, acaba sendo lavada de forma expressa e indolor.
A globalização que assolou a casa do indivíduo (e ele ainda não percebeu isso) vem obrigando as pessoas a buscarem uma praticidade que, de tão obsessiva, se expande em algo que poderia se chamar de pratiburrice.
Explico: escolher o branco é muito mais fácil, não tem nenhum risco de arrependimento.
Muitos acreditam que : “branco é fácil de limpar”; um terrível engano. Na verdade o branco é muito mais fácil de sujar, física e abstratamente falando.
Com esse raciocínio generalizado, o branco virou ditadura e afastou a possibilidade das pessoas usufruírem do poder das cores para serem mais felizes também na cozinha.
Qual era a cor da cozinha da vovó? Aquela mulher cuja imagem nos remete à carinho, acolhimento, etc? Real ou imaginária, qualquer vó é lembrada dentro de uma cozinha repleta de cores. Cor é vida. Branco é nada ou quando muito é nuvem de paraíso.
É por essas e outras que o CBC, após 23 anos voltado apenas à matéria-prima das indústrias, decidiu aplicar toda sua tecnologia em cores e harmonias à cozinha, facilitando o trabalho de arquitetos e decoradores na missão de oferecer mais benefícios e satisfação global aos seus clientes.
Este trabalho ganhou importância graças à participação das 20 mais importantes e arrojadas empresas ligadas direta ou indiretamente ao setor. Sem elas, tudo continuaria na mesma, sem riscos e pecados.
Às empresas e seus profissionais, deixo meus parabéns pela coragem de participar deste movimento de ruptura.
Muito obrigada.
Elisabeth Leão Wey
Comitê Brasileiro de Cores |
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